Hate that I love you so: Emily Handerson e Jonathan Adler

Às vezes eu tenho a impressão de que a vida era melhor antes da internet. Veja, antes da internet eu achava que as casas bem decoradas e bonitas só existiam mesmo em novelas da Globo e eu realmente não me questionava sobre essas coisas de todos os sofás do mundo serem cáqui (a forma educada de dizer cor de cocô, imho) ou dessa mania horrorosa que o povo tem de botar quadro na altura errada (gente, como vocês não ficam incomodados, plmdds?).

Mas aí veio a internet e eu descobri que sou apaixonada por decoração e que sou uma semi-mexicana de tanto que gosto de colorido. Pior, veio o Pinterest, esse anti-Cristo pós moderno, me tentar com muitas coisas que agora eu sei que existem no mundo real, mas não no meu. E foi nele que eu descobri a pessoa que eu mais odeio no mundo nesse momento:

emilyhenderson

Emily Handerson, você me machuca só em existir

Não é porque ela se vista perfeitamente bem, não é porque só de olhar pras fotos dela eu já quero ser melhor amiga de alguém que represente tanto as cores mesmo sabendo que nunca vai acontecer, não é porque ela trabalha como decoradora-blogger-apresentadora de programa de decoração reunindo todos os empregos dos meus sonhos, não, não é isso. Mas é porque ela fez essa sala, e veja, ela não fez pra mim:

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E isso eu considero traição

Faz uns meses que eu encontrei os pins dessa sala e me apaixonei. O engraçado é que encontrei em pedaços, fotos de ângulos diferentes, pinei separadamente e demorei um pouco pra descobrir que se tratava do mesmo lugar – a saber, uma sala que ela reformou pra Bri Emery’s – outro ser odiável sobre o qual falaremos em outro momento.

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E ainda tem tapete pintado a mão, eu te odeio tanto, Emily.

Comecei a ficar obsessiva pela sala num grau absurdo, de começar a procurar ítens parecidos para decorar a minha (e ficar tão feliz do meu sofá já ser dessa cor), de me desesperar por pequenos objetinhos de decoração douradinhos, de me apaixonar por tudo que é planta e vaso que pudesse viver dentro de casa, de querer roubar tudo pra mim.

bri_and_catAté o gato, cara. Até o gato é maravilhoso.

Tudo que sei é que cheguei a sonhar que essa sala era minha, mas, bem, me recolhi a minha insignificância de procurar designs da Emily por aí pra pinar. Foi assim que passei pro nível 2 da desgraça ao descobrir essa poltrona em um quarto que ela fez. Essa poltrona criada por Jonathan Adler, um designer que, posteriormente, eu descobri que a Emily super usa em suas criações.

jonathanadler

Essa poltrona que uma rica leitora me enviará de Natal

Cara, se não existisse internet e eu tivesse visto essa merda, sei lá, na Caras, eu ia achar bonito e não ia saber mais sobre e ia colocar isso no mundo das ideias inalcançáveis – tipo quando a gente lê sobre pessoas em Spas no Castelo de Caras e pensa “deve ser legal, mas, né, eu nunca vou no Castelo de Caras”. Mas tem essa internet e toda essa sensação estúpida de que tudo está ao meu alcance, então, claro, eu dei um Google no nome desse infeliz.jonathanadler1

E descobri nesse blog que essa é a loja dele

Descobri também que as criações dele são guiadas por um manifesto que ele escreveu, um manifesto que diz basicamente “Debora, eu acredito em tudo que você acredita, me abraça, vamos colher amoras correndo nus pelo Himalaia”.

manifesto-jonathan-adler

Mas não é porque ele acredita em tudo que eu acredito que ele vai facilitar as coisas. A cadeira pela qual eu to apaixonada, por exemplo, custa $1595,00. Sim, dólares. E sabe do que mais? Navegando pelo site dele, descobri que tudo que ele faz é lindo e maravilhoso e que, francamente, vá a merda Jonathan Adler. Eu odeio você.

Jonathan-Adler

babaca. deve ter um chulé horroroso.

Mas enfim, como a vida é o que é, eu tenho minha sala parcamente iluminada com um sofá que eu reformei seguindo dicas da Emily espiritualmente antes mesmo de conhece-la, com móvel herança ~reformado por mim e o sofá tá desgraçadamente manchado e furado pelos gatos – aliás, o Anakin é uma versão magrela do tal gato da sala que começou tudo isso e com a poltrona que o marido herdou do vô dele e eu já pensei em reformar em oito cores diferentes.

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Ou seja, um Cospobre de todo esse universo desses dois seres detestáveis sobre os quais falei.

Só posso dizer que a minha vó tinha razão quando dizia que Internet é invenção do capeta que influencia a gente a querer coisas ruins pra nossa vida, tipo querer ser rico e milionário e ter essas poltronas. Eu realmente prefero Caras a internet. Caras dói menos.

E ainda tem a Regininha sendo feliz em NY ❤

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3 pensamentos sobre “Hate that I love you so: Emily Handerson e Jonathan Adler

  1. Daí você tenta ser uma pessoa melhor, mais calma, falar menos palavrão e….putaquilparil, Debs. Esse manifesto foi de cair o cu da bunda!!!

    Mano, tô passado, tô no chão, tô Beyoncé no elevador…

    E quando eu tiver minha casa ela vai ter uma janela gigante na sala, pra entrar toda essa luz (e eu me viro depois com o frio e o calor que vai fazer lá dentro).

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