o post pra você que sempre quis um abacaxi pink

ultimamente eu vi umas referências de decoração com abacaxi em estamparia, em moda, em objetinhos decorativos com ou sem utilidade… comecei a querer pra minha casa também. cheguei até a me animar com uma coleção da Zara Home inspirada na frutas – tinha porta-retratos, estatueta, louça, almofada, tudo que vocês imaginarem com os tais. mas no fim não comprei nada por dois motivos: primeiro porque a coleção era toda branca e eu queria um abacaxi pink. segundo porque o preço da estatueta de resina que eu achei simpática era R$ 129,90. é, caso vocês não saibam, minha vida de comprar objetos decorativos segue o diagrama abaixo:

diagrama_de_compras

não dá pra ter tudo, Marina. tem que escolher lado.

eventualmente a Zara Home entrou em liquidação e o abacaxi baixou pra R$ 39,90. até que era pagável pra um objeto decorativo, mas como ainda não era o que eu queria, fiquei cabreira. aí que vi essa foto abaixo no The Roxy Blog e liguei lé com cré:

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PINTA ABACAXI COM SPRAY SIM!!!1

falei pro Malk e ele provou que eu casei com a pessoa certa ao não estranhar muito quando uma louca ligou pra ele explicando a necessidade de um abacaxi pink na decoração da casa. no mesmo dia fomos na Zara Home e compramos o abacaxi de resina. compramos também um cofre de gesso em forma de baiacu.

baiacu_resina_zara

eu não sei explicar o porquê a gente comprou um baiacu, mas ele é adorável.

passamos em seguida na loja de materiais de construção para escolher os sprays. pro abacaxi eu quis pink neon e pro baiacu um roxo com acabamento bem brilhante. no primeiro dia de sol seguinte, coloquei plástico pra proteger o chão do quintal e comecei a minha arte:

abacaxi_resina

abacaxi_pink

         abacaxi_pink1abacaxi_pink2

abacaxizinho bonitinho e lindinho depois de três camadas.

enfim, pintar coisas com spray não tem muito segredo, não: tem que manter a lata sempre em pé e a uma distância de 20 cm do objeto a ser pintado, não aplicar muita tinta de uma vez e é basicamente isso. como esses objetos tavam limpinhos e nem precisaram de lixar nem nada, foi tudo muito rapidinho. a secagem demorou mais ou menos um dia. de bônus o aspecto do abacaxi ficou parecendo emborrachado, uma gracinha.

enfim, como eu sou piegas, esse post tem moral da história tá? então vamos lá:

moral da história – ter coisas bonitas e diferentes em casa não é só pra quem quer pagar R$ 129,90 em um abacaxi da Zara Home ou pra quem compra coisas nas lojas de decoração de design assinado chiquérrimas ou pra quem tá disposto a gastar milhares de doletas em alguma porcaria.

você pode garimpar liquidações, você pode achar em um brechó, você pode criar, imaginar, adaptar, tacar spray, adesivar, envernizar e ter uma casa diferente do jeito que você gosta.  melhor ainda: tudo que você fizer é único. e, como eu acho que sua casa tem que te alegrar, te fazer sorrir e ter sua cara, é bem mais importante do que qualquer grife, pra mim esse é o caminho de uma vida feliz.

abacaxipink

e eu duvido que você conheça qualquer outro ser humano no mundo com um abacaxi pink e um baiacu roxo no rack da sala, sabe?

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a saga da minha cristaleira

ano passado, depois que minha vó materna faleceu, chegou a hora triste, mas necessária, de desmontar o apartamento e teve aquela hora de “quem quer alguma coisa diga agora ou cale-se pra sempre”. e se tinha uma coisa que eu sabia que tinha que ficar comigo era a cristaleira – ela ficava bem na entrada da cozinha da casa da minha vó e eu lembrava que desde quando eu era pequenininha, eu babava no móvel. pra mim esse móvel é uma puta duma relíquia, mas a reação geral da minha família foi um sonoro “mas você quer aquela velharia?’.

sim, pfvr joga a velharia na hands

sim, pfvr joga a velharia na hands

na época eu e o Jorge estávamos planejando nos mudar e o móvel não cabia no nosso apartamento, então a cristaleira foi guardada no porão do prédio de onde minha vó morava. entrava mês e saía mês, eu (que sou assim ~ligeiramente enroladinha) não ia atrás de trazer a pobre coitada pra Curitiba, até que meu primo viu um esquema de transportar meu móvel pra cá gratuitamente, pela transportadora em que a sogra dele trabalha. olha só o sonho!

só que desculpa, prezado(a) leitor(a) que não me conhece: minha vida tem um roteirista muito sacana. ele toma um lsd e deixa a imaginação rolar solta, levando sempre em conta a lei de Murphy (ou Lady Gaga, né, Pri?). pois bem, a cristaleira saiu de Cascavel numa terça de manhã, estaria disponível na quarta cedinho. quarta dezora da manhã o cara do frete me liga “mas Julia, tem certeza que era aqui mesmo? tão dizendo que não chegou nada assim”. sabe, gente, é um móvel de um metro e meio de altura, é COMPLICADO de perder. liguei na empresa, conversei com o responsável e ele disse que sim, o móvel entrou no caminhão, ele só tinha que descobrir onde ele tava naquele momento. só.

no fim da tarde, o responsável diz que, como minha entrega era gratuita, ele seguia um protocolo diferente e realmente, não seria entregue no galpão – e sim na minha casa, no outro dia de manhã porque naquele dia já tinham encerrado as entregas. mas aí fomos surpreendidos novamente: quinze minutos depois dessa ligação, interfonam aqui em casa pra entregar a cristaleira.  é tetra, é o fim dos meus problemas…. OPA, não.

depois de passar bem umas duas horas limpando a bichinha, que tava encardidíssima depois de passar mais de seis meses num porão, chegou a hora de colocar as prateleiras de vidro e guardar tudo bonitinho lá dentro – mas é claro que uma das prateleiras não entrava. vejam bem, minha gente, o vidro foi retirado da cristaleira e trazido para Curitiba. o vidro encaixava na prateleira, mas no momento em que ele entrou no reino mágico dos pequenos azares que é a minha casa, ele se recusava a entrar.

NUM CABE

NUM CABE

depois de muitas tentativas frustradas – e de arranhar a madeira tentando enfiar a pobre prateleira, chegamos à conclusão que a madeira provavelmente pegou umidade e deu uma inchada. aí passa mais um mês comigo me enrolando pra levar o vidro pra cortar, até que esse sábado fomos na vidraçaria. “moço, tem que cortar aqui nessa lateral, uns 0,5 a 0,8cm, é pouca coisa, é só que não tá entrando nas laterais do móvel, sabe?”. saímos da vidraçaria pra resolver outras coisas. quando voltamos, o vidro já tava embalado pra levar e o moço trouxe o pedaço de vidro cortado fora – um pedaço de vidro bem grande – ele cortou o comprimento do vidro, e não as laterais. depois ele cortou do jeito certo, mas não custa demonstrar um gif que exemplifica como funciona a minha vida:

chegou tão perto.

QUASE

já deu de drama, né? tá aqui a lindinha com todas as prateleiras e com tudo organizadinho, finalmente:

_MG_3110

OIES

ela tem a madeira trabalhada na parte de cima e nas gavetas, acho a coisa mais linda do mundo:

20140826_julia_00004

aí que há muitos anos os pés da cristaleira tiveram que ser trocados por causa de umidade, e foram substituídos por uns pés fininhos de uma madeira diferente – o que não me incomoda, mas o Jorge detesta e não vê a hora de mudar:

20140826_julia_00005

OI GENTE EU SOU A URSULA SOU MUITO MAIS BONITA QUE A CRISTALEIRA

20140826_julia_00006

OLHA MÃE COMO EU SOU LINDA INVADINDO A FOTO

… enfim, como eu ia dizendo, esse é o pé:

20140826_julia_00007

e eu, é claro, to tendo ideias estúpidas e pensando em fazer isso (em turquesa) enquanto a gente não tem dinheiro pra pedir pro nosso marceneiro fazer pés de madeira novos pro móvel:

28-Amazing-Half-Painted-Furniture-Pieces-With-wooden-nightstand-and-bed-design

e bom, acho que por enquanto essa é a saga da cristaleira – até eu decidir pintar os pés. q 6 acha?

 

Adesivos, uma viagem sem volta

Esses dias a Jan, amiga maravilhosa dessa minha vida, me convidou pra ir em um bazar de adesivos com ela. Eu não entendi muito bem o que era, mas a Jan nunca me coloca em roubada. Lá fui eu, rumo ao tal bazar da Signo. E, bem, sabe aquelas coisas que não adianta explicar, apenas sentir? Peguem na minha mão de ~blogayra de ~designerz e vejam fotos:

adesivos_signo5

adesivos_signoadesivos_signo4adesivos_signo2

adesivos_signo3

adesivos_signo1Viram que o esquema é pesado, né? Drogas complicadíssimas de desviciar.

Enfim, explicando agora que vocês viram, eu vi por lá essencialmente quatro tipos de adesivos para vender: os tipo pôster (como esse último da Frida que eu choro noite e dia por não ter comprado), os com padrões para aplicar em móveis ou paredes (como os rolos da primeira foto), os estilo decalques adesivos e os perfurados (sabe aquele adesivo que vai em propaganda de ônibus, que é todo furadinho pra luz entrar? Aquilo). Os padrões dos rolos e imagens dos pôsteres são super “coisas que vemos no Pinterest e nunca achamos por aqui” e a qualidade da impressão é de fazer o queixo despencar ladeira abaixo. Também tem objetos de decoração bacanudos, como o alce de parede e almofadas (eles imprimem tecido também).

Pelo que a dona me explicou (desculpa, juro que não consigo lembrar seu nome, mas lembro que seu cabelo é uau!), o que acontece por lá é que ela tem uma gráfica que faz adesivos por encomenda e vende também adesivos prontos. Ela aproveita, muitas vezes, espaços no rolo de impressão de alguma encomenda para criar coisas bacanas – por isso sempre tem novidade legal. E nesses bazares que ela faz, pelo que entendi, mais ou menos de três em três meses, os preços caem até 80%. 

O legal é que quando você está lá percebe que não é só uma gráfica fazedora de linguiças, sabe? Tem pesquisa e criação, tem sim. Inclusive toda a decór do galpão é com adesivos e tem idéias very very enlouquecedorinhas:

adesivos_signo6

Como esse tapete aplicado com acabamento fosco.

adesivos_signo7

ou esses adesivos colados sobre o acrílico e fazendo quadrinhos adoráveis

adesivos_signo8

ou esse espelho que, serio, olha esse espelho, ele é um adesivo na moldura, fim, acabou, não há nada mais a ser mostrado.

Eu fui em dia de bazar, tava mega liquidando, gastei oitenta reais e trouxe: uns três rolos de textura, 4 decalques e uma pá de pôster em diversos tamanhos. Ainda não consegui usar metade, pra vocês terem uma ideia. Um dia depois, sai colando tudo possuidíssima pelo ritmo ragatanga:

adesivos_signo9

decalques de flor lindinhos nas gavetas

adesivos_signo10rolo de textura meio sessentinha pra disfarçar essa baguça horrenda no rack

adesivos_signo11

adesivos de star wars e do sgt. peppers em cima do som ❤ o quadrinho de moldura preta também é um adesivo aplicado a um desses quadrinhos de cozinha de loja xing ling, sabem?

adesivos_signo14

Na porta do lavabo ❤

adesivos_signo13MINHA MUTHERFUCKER FUCKING AWESOME GELADEIRA DE GATOS <3.

Se você também quer ser possuída pelo ritmo ragatanga e colar adesivos igual eu, a Signo fica na Rua Pedro Nolasko Pizzato, 530, no Mercês. Não sei como eles funcionam fora do bazar, mas acho que vale a visita porque dá pra pirar em ideias realmente muito legais.

Adesivos, uma viagem sem volta

Esses dias a Jan, amiga maravilhosa dessa minha vida, me convidou pra ir em um bazar de adesivos com ela. Eu não entendi muito bem o que era, mas a Jan nunca me coloca em roubada. Lá fui eu. rumo ao tal bazar da Signo. E, bem, sabe aquelas coisas que não adianta explicar, apenas sentir? Peguem na minha mão de ~blogayra de ~designerz e vejam fotos:

adesivos_signo5

adesivos_signoadesivos_signo4adesivos_signo2adesivos_signo3

adesivos_signo1Viram que o esquema é pesado, né? Drogas complicadíssimas de desviciar.

Enfim, explicando agora que vocês viram, eu vi por lá essencialmente quatro tipos de adesivos para vender: os tipo pôster (como esse último da Frida que eu choro noite e dia por não ter comprado), os com padrões para aplicar em móveis ou paredes (como os rolos da primeira foto), os estilo decalques adesivos e os perfurados (sabe aquele adesivo que vai em propaganda de ônibus, que é todo furadinho pra luz entrar? Aquilo). Os padrões dos rolos e imagens dos pôsteres são super “coisas que vemos no Pinterest e nunca achamos por aqui” e a qualidade da impressão é de fazer o queixo despencar ladeira abaixo. Também tem objetos de decoração bacanudos, como o alce de parede e almofadas (eles imprimem tecido também).

Pelo que a dona me explicou (desculpa, juro que não consigo lembrar seu nome, mas lembro que seu cabelo é uau!), o que acontece por lá é que ela tem uma gráfica que faz adesivos por encomenda e vende também adesivos prontos. Ela aproveita, muitas vezes, espaços no rolo de impressão de alguma encomenda para criar coisas bacanas – por isso sempre tem novidade legal. E nesses bazares que ela faz, pelo que entendi, mais ou menos de três em três meses, os preços caem até 80%. 

O legal é que quando você está lá percebe que não é só uma gráfica fazedora de linguiças, sabe? Tem pesquisa e criação, tem sim. Inclusive toda a decór do galpão é com adesivos e tem idéias very very enlouquecedorinhas:

adesivos_signo6

Como esse tapete aplicado com acabamento fosco.

adesivos_signo7

ou esses adesivos colados sobre o acrílico e fazendo quadrinhos adoráveis

adesivos_signo8

ou esse espelho que, serio, olha esse espelho, ele é um adesivo na moldura, fim, acabou, não há nada mais a ser mostrado.

Eu fui em dia de bazar, tava mega liquidando, gastei oitenta reais e trouxe: uns três rolos de textura, 4 decalques e uma pá de pôster em diversos tamanhos. Ainda não consegui usar metade, pra vocês terem uma ideia. Um dia depois, sai colando tudo possuidíssima pelo ritmo ragatanga:

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decalques de flor lindinhos nas gavetas

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rolo de textura meio sessentinha pra disfarçar essa baguça horrenda no rack

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adesivos de star wars e do sgt. peppers em cima do som ❤ o quadrinho de moldura preta também é um adesivo aplicado a um desses quadrinhos de cozinha de loja xing ling, sabem?

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Na porta do lavabo ❤

adesivos_signo13MINHA MUTHERFUCKER FUCKING AWESOME GELADEIRA DE GATOS <3.

Se você também quer ser possuída pelo ritmo ragatanga e colar adesivos igual eu, a Signo fica na Rua Pedro Nolasko Pizzato, 530, no Mercês. Não sei como eles funcionam fora do bazar, mas acho que vale a visita porque dá pra pirar em ideias realmente muito legais.

parede feliz – parte II

lembram que esses tempos eu fiz aquela estupidez sem tamanho que resultou na minha parede preferida da casa? pois é claro que quando chegou a hora de pintar a sala de jantar, eu não aprendi. claro.

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euzinha.

quando começou a conversa sobre a pintura da casa com o jorge, foi mais ou menos assim:

– amor, você concorda com as cores que a gente conversou? azul cobalto pra sala de tv, azul clarinho pro quarto, turquesa escuro pro escritório e turquesa mais claro pra uma parede da sala de jantar com as outras brancas?

– mas pensando agora… a casa inteira vai ser azul?

– são tons diferentes e turquesa e etc etc (insira aqui alguma argumentação estúpida)

– mas tudo azul, então?

– heheheehehehe. é, talvez. você quer mudar alguma?

– sim, queria que a sala de jantar tivesse uma parede amarela, que você acha?

inicialmente eu admito que achei uma ideia ruim. até uns anos atrás eu nem curtia amarelo, quem dirá pra botar em uma parede em um dos cômodos mais importantes da casa (a gente COME lá, cara, é religioso), mas viver num aquário não tava parecendo tão interessante. aí lá fui eu pro pinterest buscar referências – porque é claro que uma parede amarela lisa que facilitasse minha vida não teria graça – e dei de cara com essa belezinha:

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OLÁ, MARILENE

esse padrão maravilhoso (que aprendi nesse post da Debs que se chama caning) me pareceu bem mais simples que o da sala de TV e ainda assim daria um efeito bem mais legal que uma parede lisa. quando chegou o dia da tortura estampa, eu já tinha pintado todas as paredes da sala de branco – inclusive duas paredes que tinham grafiato verde musgo e vermelho queimado (em itálico pra ressaltar o tanto de coisa errada) e a gente cobriu com massa corrida antes de se mudar, porque eu não mereço viver num lugar com grafiato em 2014.

mas bem, fiz os cálculos do espaço da parede, que fica entre duas portas, proporcionei com a estampa e comecei a marcar. usei a fita azulzinha da 3M, que é específica pra proteger de pintura. as linhas horizontas e verticais eu fiz com uma parte só de fita, sem interrupções, usando nosso melhor amigo, o nível, que te diz se o negócio tá toto ou não.

virei broder do nível depois desse dia.

virei broder do nível depois desse dia.

depois, aos poucos fui colando a fita pra finalizar a estampa. eu juro que não sei dar detalhes específicos do trabalho porque, bem, eu tava cansada pra caralho e fui descobrindo aos poucos o melhor jeito de ir medindo e arrumando tudo. claro que nessa hora descobri que algumas fitas tavam uns dois milímetros – ou centímetros – mais pra lá do que pra cá, mas naquela altura do campeonato, não me importava.

2014-07-12 22.05.54

no outro dia, quando tava tudo marcadinho e bonito, passei um pouco de massa corrida nas laterais da fita pra tinta não vazar (porque sim, a fita pra evitar que a tinta vaze deixa a tinta vazar, vejam só) e fui pra pintura. depois de três demãos, tava tudo bem coberto e bonito. aí que veio a desgraça: como eu não protegi a parede depois da aplicação da massa corrida sobre o grafiato, a tinta branca que eu pintei com tanto cuidado e atenção simplesmente saiu completamente quando eu tirei a fita, deixando a parede com o grafiato verde musgo (urgh) com massa corrida aparente, junto com vários pedaços de tinta branca arrancada. ou seja, uma textura meio rústica com visu de mofo, devido ao grafiato verde musgo aparente (tasquipariu, eu já disse quanto eu odeio grafiato?). diquinha pra mim mesma quando for pintar o escritório (que também contava com um grafiato maravilhoso em marrom): passar selante na parede. anotado.

parece mofo mas é só tristeza

parece mofo mas é só tristeza

apesar do acabamento estar bem aquém de perfeito, fiquei muito faceira com o resultado, com a cor (que eu preparei) e com a composição da estampa e do amarelo com o nosso ❤ aparador vermelho <3:

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ursinha emprestando seu charme ao cantinho da foto

assim que eu tiver com saco suficiente, pretendo colar fita crepe branca nos espaços pra corrigir as imperfeições de textura e, quando eu tiver com MUITO saco, pretendo pintar de branco pra ficar com um acabamento melhor. por enquanto, me contento em ficar feliz com a parede amarela iluminando a alegrando a sala : )

 

Hate that I love you so: Emily Handerson e Jonathan Adler

Às vezes eu tenho a impressão de que a vida era melhor antes da internet. Veja, antes da internet eu achava que as casas bem decoradas e bonitas só existiam mesmo em novelas da Globo e eu realmente não me questionava sobre essas coisas de todos os sofás do mundo serem cáqui (a forma educada de dizer cor de cocô, imho) ou dessa mania horrorosa que o povo tem de botar quadro na altura errada (gente, como vocês não ficam incomodados, plmdds?).

Mas aí veio a internet e eu descobri que sou apaixonada por decoração e que sou uma semi-mexicana de tanto que gosto de colorido. Pior, veio o Pinterest, esse anti-Cristo pós moderno, me tentar com muitas coisas que agora eu sei que existem no mundo real, mas não no meu. E foi nele que eu descobri a pessoa que eu mais odeio no mundo nesse momento:

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Emily Handerson, você me machuca só em existir

Não é porque ela se vista perfeitamente bem, não é porque só de olhar pras fotos dela eu já quero ser melhor amiga de alguém que represente tanto as cores mesmo sabendo que nunca vai acontecer, não é porque ela trabalha como decoradora-blogger-apresentadora de programa de decoração reunindo todos os empregos dos meus sonhos, não, não é isso. Mas é porque ela fez essa sala, e veja, ela não fez pra mim:

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E isso eu considero traição

Faz uns meses que eu encontrei os pins dessa sala e me apaixonei. O engraçado é que encontrei em pedaços, fotos de ângulos diferentes, pinei separadamente e demorei um pouco pra descobrir que se tratava do mesmo lugar – a saber, uma sala que ela reformou pra Bri Emery’s – outro ser odiável sobre o qual falaremos em outro momento.

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E ainda tem tapete pintado a mão, eu te odeio tanto, Emily.

Comecei a ficar obsessiva pela sala num grau absurdo, de começar a procurar ítens parecidos para decorar a minha (e ficar tão feliz do meu sofá já ser dessa cor), de me desesperar por pequenos objetinhos de decoração douradinhos, de me apaixonar por tudo que é planta e vaso que pudesse viver dentro de casa, de querer roubar tudo pra mim.

bri_and_catAté o gato, cara. Até o gato é maravilhoso.

Tudo que sei é que cheguei a sonhar que essa sala era minha, mas, bem, me recolhi a minha insignificância de procurar designs da Emily por aí pra pinar. Foi assim que passei pro nível 2 da desgraça ao descobrir essa poltrona em um quarto que ela fez. Essa poltrona criada por Jonathan Adler, um designer que, posteriormente, eu descobri que a Emily super usa em suas criações.

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Essa poltrona que uma rica leitora me enviará de Natal

Cara, se não existisse internet e eu tivesse visto essa merda, sei lá, na Caras, eu ia achar bonito e não ia saber mais sobre e ia colocar isso no mundo das ideias inalcançáveis – tipo quando a gente lê sobre pessoas em Spas no Castelo de Caras e pensa “deve ser legal, mas, né, eu nunca vou no Castelo de Caras”. Mas tem essa internet e toda essa sensação estúpida de que tudo está ao meu alcance, então, claro, eu dei um Google no nome desse infeliz.jonathanadler1

E descobri nesse blog que essa é a loja dele

Descobri também que as criações dele são guiadas por um manifesto que ele escreveu, um manifesto que diz basicamente “Debora, eu acredito em tudo que você acredita, me abraça, vamos colher amoras correndo nus pelo Himalaia”.

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Mas não é porque ele acredita em tudo que eu acredito que ele vai facilitar as coisas. A cadeira pela qual eu to apaixonada, por exemplo, custa $1595,00. Sim, dólares. E sabe do que mais? Navegando pelo site dele, descobri que tudo que ele faz é lindo e maravilhoso e que, francamente, vá a merda Jonathan Adler. Eu odeio você.

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babaca. deve ter um chulé horroroso.

Mas enfim, como a vida é o que é, eu tenho minha sala parcamente iluminada com um sofá que eu reformei seguindo dicas da Emily espiritualmente antes mesmo de conhece-la, com móvel herança ~reformado por mim e o sofá tá desgraçadamente manchado e furado pelos gatos – aliás, o Anakin é uma versão magrela do tal gato da sala que começou tudo isso e com a poltrona que o marido herdou do vô dele e eu já pensei em reformar em oito cores diferentes.

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Ou seja, um Cospobre de todo esse universo desses dois seres detestáveis sobre os quais falei.

Só posso dizer que a minha vó tinha razão quando dizia que Internet é invenção do capeta que influencia a gente a querer coisas ruins pra nossa vida, tipo querer ser rico e milionário e ter essas poltronas. Eu realmente prefero Caras a internet. Caras dói menos.

E ainda tem a Regininha sendo feliz em NY ❤

Pintar tapetes, porque a idiotice não tem limites

Se tem um recalque que eu tenho na vida, uma inveja profunda mesmo, chama-se: Urban Outfitters. Tenho  inveja descontrolada (oi, Pri) de quem mora em lugares que tenham essa benção. É caro? Mais ou menos. Mas Tok&Stok também é e na UO pelo menos as coisas tem ~personalidade. Minha última obsessão são os tapetes de lá. Me deixam falecida.

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tapetes com preços compráveis e, se não me engano, entrega no Brasil (mas e o medo dos impostos escorchantes?)

Estava ultimamente pensando em fazer uma poupança para comprar um desses tapetes – ia sair o mesmo preço que um desses tapetes cor de cocô que existem por aqui, mesmo com impostos, frete e dores de cabeça. Mas eis que os projetos de pintura e estupidez da Julinha me inspiraram e eu cometi o erro de entrar no Pinterest e buscar as tags RUG DIY DYE.

Estava pronta a merda: descobri que pintar tapete pode sim, pode muito.

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Aí cês sabem, né migs. Fodeu tudo. Quero fazer igual. Se você também, clica na foto e vai pro tutorial.

Eu já to completamente rendida, dizendo por aí que não parece difícil de fazer. Ou seja, deve ser armadilha de satanás do Pinterest mesmo, mas como Juju não foi exemplo o suficiente eu vou tentar. Tenho dois tapetes (um feio creme e um horroroso cinzinha) que serão sacrificados no processo porque acho que melhor correr o risco de ter pelo menos um bonito do que essas atrocidades. A idiotice, meus amigos, não tem limites.

Se você também é uma idiota e acha que tempo dá em árvore, se você também navega no Pinterest e a cada diy pensa  “UAU QUE MARAVILHOSA SARNA PARA ME COÇAR, A VIDA TÁ FÁCIL, VOU FAZER ESSA MERDA, VAI FICAR LINDÃO”, o vídeo de base que eu vou usar é esse abaixo.

How to Make a Hand Painted Chevron Rug from Lia Griffith on Vimeo.

Inclusive porque a santa que ensina a fazer isso usa Chevron, o padrão mais lindo do mundo.

E, aliás, se você não sabe identificar o nome da estampinha que gosta, abaixo mais uma utilidade pública. Obrigada, de nada.

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Direto do blog da Amy Atlas que, aliás, é nossa ídola e nada nos faltará.

vestidos floridos

não sei vocês, mas se tem duas coisas que eu gosto nessa vida são vestidos e flores bonitas. por isso, eu fiquei pulandinho de alegria quando descobri o trabalho dessa artista, que faz coisas incríveis com ilustrações de aquarela e flores. olha quanta coisa bonita:

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quero deixar aqui casualmente a informação de que as imagens estão à venda e que mês que vem é meu aniversário. esse de buganvilia é meu maior sonho de consumo na vida nesse momento (a imagem tem um preço bem decente, mas o frete tá salgado)! eu acho que pagar R$100 por uma peça de arte única e linda é bem válido – só to sem essa grana sobrando no banco agora. mas juro juradinho pra mim mesma que um dia esse quadrinho vai estar pendurado na minha casa : )

parede feliz

vocês lembram que um tempo atrás eu postei sobre a parede da minha sala de tv, que estava sendo uma provação da minha sanidade persistência? pra quem não quer ler a ladainha toda, basicamente eu queria uma parede estampada e o resumo é esse:

eis que depois de umas três semanas (eu pegava uma horinha de cada dia pra colar um pouco de fita crepe na parede porque sa porra cansa), finalmente terminei a marcação da estampa na parede. o negócio é que eu comecei a fazer com um molde em papel e fui marcando e a cada losango que eu fazia, ia entortando um milímetro e no fim bastante coisa tava bem torta. no último dia só que eu percebi que sou uma anta (mentira, eu sempre soube, eu só percebi que fui uma anta maior nesse caso específico) e vi o jeito mais fácil de fazer a marcação: peguei a medida da linha do meio do losango, marquei na parede com o nível pra ficar bem retinho e depois só marquei os pontos. em quarenta minutos eu terminei uma parte da parede que eu levaria umas duas horas pra fazer.

anta

aceito uma roupa com animal print de anta

enfim, depois de muito sangue, suor e lágrimas, minha parede ficou assim:

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aí que a 3M mentiu pra mim e a fita específica para proteger paredes pra pintura deixa a tinta vazar. mas sabe, gente, minha parede já tava cheia de fita e eu já tinha sofrido muito, então eu tomei a única providência cabível: segui a dica que aprendi nesse vídeo e usei massa corrida pra proteger a área a ser pintada. ou seja, a parede toda. com. massa. corrida.

aí depois disso respirei fundo, esperei a massa corrida secar e pintei a parede mais demorada da história. no fim ela ficou assim, e me faz sorrir toda vez que eu to vendo tv e dou uma espiadinha nessa coisa linda 🙂

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ah, mesmo com a massa corrida, tem algumas partes que ficaram com algumas manchinhas e imperfeições, mas sabe, eu tenho seis graus de miopia e posso ignorar qualquer coisa que eu quiser nesse mundo, então escolhi deixar isso quieto enquanto não me incomoda 🙂

 

quando o pinterest chega perto

aí que junto com o meu processo estúpido de fazer uma parede estampada, eu também quis fazer uma parede com quadrinhos. aquela coisa que a gente vê em todo blog/pinterest/casa de gente legal e que é totalmente “fazível” e meio difícil do resultado não ficar legal.

novamente, fui munida de informações e dicas que a incrível Emily Henderson deu nesse vídeo aqui:

e aí, como sou rebelde, deixei de seguir várias recomendações. meu maior quadrinho (que na verdade era uma almofada) ficou bem centralizado, mas eu escolhi fazer isso pra ter um guia melhor pra depois compor com os outros,e eu tenho um quadro maior que preciso emoldurar e pretendo pendurar do lado esquerdo – ou seja, eu não segui a regra, mas vou no futuro! sou um gênio do planejamento.

parede de quadros julia

 

os quadrinhos da parte de cima são quase todos lembranças da família do Jorge (eu adoro a pintura de pato!), aí misturados tenho alguns cartões postais que recebi de amigos ou comprei em viagens, além de alguns quadrinhos que o Jorge comprou na Suécia e na China – mas quem estamos enganando, a gente ama mesmo o unicórnio e o gatinho listrado.

a gente ainda tem algumas coisas pra emoldurar e incluir na parede, e a ideia é ir aumentando com o que a gente bem entender – como a Debs me disse uma vez, a ideia é deixar bonito e fazer aos poucos, já que a Casa Claudia não vai aparecer de surpresa pra fotografar minha casa e não vai ficar decepcionada se tudo não estiver absolutamente alinhado e perfeito. e né, o que importa é que por enquanto to apaixonada pela minha parede de quadrinhos 🙂