florzinhas <3

talvez vocês não saibam, mas um dia eu serei ridiculamente rica. por isso, enquanto só estou na modesta classe média brasileira, aproveito pra passar os olhos pelas coleções que um dia poderei comprar. ando um pouco chateada que tão fazendo umas coleções que nem se eu fosse riquíssima aceitaria pagar um centavo (tecido duro? chinelo de dedo com plataforma? vestido sem cintura? vestido de festa ~esporte?), mas as coleções de primavera sempre provam que a vida pode ser bonita e floridinha : )

oscar de la renta primavera 2015

oscar de la renta primavera 2015

OLÁ PEITOS

OLÁ PEITOS

naeem khan primavera 2015

naeem khan primavera 2015os dois primeiros são Oscar de la Renta e os últimos três são Naeem Khan. aceito qualquer um de presente.

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vale quanto pesa

Eu sinto como se falar sobre feminismo fosse mais do metier da Debs ou da Julia por aqui, mas eu leio coisas e vejo coisas por aí que, mesmo não articulando tanto quanto elas, eu gostaria de dividir com vocês. Alguns raciocínios parecem simples, mas ainda estão tão distantes do nosso cotidiano e do nosso objetivo (ou ao menos do meu, de ser uma pessoa melhor) que eu acho que valem a reflexão.

Dentre os poucos sites que eu acompanho sobre feminismo atualmente está o Lugar de Mulher, que essa semana publicou um texto incrível da Lélia Almeida chamado Mulheres Famintas, no qual ela fala sobre a ditadura da magreza excessiva, das dietas e de como esse comportamento está se refletindo nas gerações futuras. Particularmente, eu destaco um único e incrível parágrafo:

(…) Marcela Lagarde em muitos dos seus textos diz que as mulheres de hoje se comportam como criaturas medievais desejosas unicamente de um amor romântico impossível de ser realizado e sem nenhuma reflexão crítica sobre seu amor próprio. E que isto as debilita e enfraquece, já que ninguém com estes sentimentos desenvolve suas potencialidades.(…)”

Isso me assusta porque eu vejo acontecendo à minha volta o tempo todo, na minha família, acontecendo na minha casa sem que ninguém pare pra pensar ou analisar um só instante. Gente, até Queen B tá falando disso, será que não está na hora de rever MESMO o que fazemos com nossos corpos, como nos sentimos com ele e que exemplo damos?

"Pretty hurts, we shine the light on whatever's worst"

“Pretty hurts, we shine the light on whatever’s worst”

O discurso da Lélia também me remeteu imediatamente à esse vídeo, o poema Shrinking Women (Mulheres que encolhem), da Lily Myers que vive me deixando com lágrimas nos olhos e que vale três minutos da sua atenção. Mesmo porque eu posso apostar que você já viu isso acontecer ao seu redor:

Dá pra ver com legenda em inglês e tem tradução dele aqui, mais uma vez evidenciando o desejo de magreza estar intrinsecamente ligado à deficiência de autoestima. E, pra mim, a pergunta que sempre fica é: por que queremos/devemos nos encolher?

o post pra você que sempre quis um abacaxi pink

ultimamente eu vi umas referências de decoração com abacaxi em estamparia, em moda, em objetinhos decorativos com ou sem utilidade… comecei a querer pra minha casa também. cheguei até a me animar com uma coleção da Zara Home inspirada na frutas – tinha porta-retratos, estatueta, louça, almofada, tudo que vocês imaginarem com os tais. mas no fim não comprei nada por dois motivos: primeiro porque a coleção era toda branca e eu queria um abacaxi pink. segundo porque o preço da estatueta de resina que eu achei simpática era R$ 129,90. é, caso vocês não saibam, minha vida de comprar objetos decorativos segue o diagrama abaixo:

diagrama_de_compras

não dá pra ter tudo, Marina. tem que escolher lado.

eventualmente a Zara Home entrou em liquidação e o abacaxi baixou pra R$ 39,90. até que era pagável pra um objeto decorativo, mas como ainda não era o que eu queria, fiquei cabreira. aí que vi essa foto abaixo no The Roxy Blog e liguei lé com cré:

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PINTA ABACAXI COM SPRAY SIM!!!1

falei pro Malk e ele provou que eu casei com a pessoa certa ao não estranhar muito quando uma louca ligou pra ele explicando a necessidade de um abacaxi pink na decoração da casa. no mesmo dia fomos na Zara Home e compramos o abacaxi de resina. compramos também um cofre de gesso em forma de baiacu.

baiacu_resina_zara

eu não sei explicar o porquê a gente comprou um baiacu, mas ele é adorável.

passamos em seguida na loja de materiais de construção para escolher os sprays. pro abacaxi eu quis pink neon e pro baiacu um roxo com acabamento bem brilhante. no primeiro dia de sol seguinte, coloquei plástico pra proteger o chão do quintal e comecei a minha arte:

abacaxi_resina

abacaxi_pink

         abacaxi_pink1abacaxi_pink2

abacaxizinho bonitinho e lindinho depois de três camadas.

enfim, pintar coisas com spray não tem muito segredo, não: tem que manter a lata sempre em pé e a uma distância de 20 cm do objeto a ser pintado, não aplicar muita tinta de uma vez e é basicamente isso. como esses objetos tavam limpinhos e nem precisaram de lixar nem nada, foi tudo muito rapidinho. a secagem demorou mais ou menos um dia. de bônus o aspecto do abacaxi ficou parecendo emborrachado, uma gracinha.

enfim, como eu sou piegas, esse post tem moral da história tá? então vamos lá:

moral da história – ter coisas bonitas e diferentes em casa não é só pra quem quer pagar R$ 129,90 em um abacaxi da Zara Home ou pra quem compra coisas nas lojas de decoração de design assinado chiquérrimas ou pra quem tá disposto a gastar milhares de doletas em alguma porcaria.

você pode garimpar liquidações, você pode achar em um brechó, você pode criar, imaginar, adaptar, tacar spray, adesivar, envernizar e ter uma casa diferente do jeito que você gosta.  melhor ainda: tudo que você fizer é único. e, como eu acho que sua casa tem que te alegrar, te fazer sorrir e ter sua cara, é bem mais importante do que qualquer grife, pra mim esse é o caminho de uma vida feliz.

abacaxipink

e eu duvido que você conheça qualquer outro ser humano no mundo com um abacaxi pink e um baiacu roxo no rack da sala, sabe?

Chifrudaney

Britney Spears foi traída, um dos maiores escândalos da semana. o bafafá foi gravado e, para proteger sua filhota, Spears pai bateu o pau na mesa e comprou os direitos autorais da filmagem. agora quem reproduzir vai ganhar um amigo processinho.

 

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mas é claro que a história vazou e, desde então, só nisso se fala. and here comes a twist: enquanto todo mundo esperava que Britoca ficasse em casa comendo um pote de sorvete e cantando “all by myself don’t wanna be” ela prova que, bem, não é bem por aí:

e depois nos ensinou exatamente como superar dias ruins em um maravilhoso vídeo que você assiste clicando aqui.

como esse é o caso da semana (fora o das fotos da J. Law pelada sobre o qual a Noelle já disse tudo que é necessário, claro), eu resolvi dar meus dois centavos. e eles são: obrigada, britney, por não se fazer de vítima. porque sabe, eu já fui chifruda, quase todas minhas amigas já foram chifrudas, chifre acontece, somos todas chifrudasney como você – mas não precisamos nos definir por isso.

eu sempre achei curioso como ser traído é considerado uma vergonha porque, bem, você é a vítima. quem deveria ficar com vergonha não é o traídor? ter vergonha de ser desleal? de não poder ser confiável?

e a coisa fica mais esquisita quando é uma mulher super power celebrity tomando um par de chifres: a reação do público é “nossa, como pode, uma mulher maravilhosa dessas tomando chifre… que será que aconteceu? coitadinha”. isso não só parte do pressuposto que a vergonha é do traído mas também de que chifre é algo que você toma quando merece porque, veja, se fosse gorda, sem graça e escrota a gente entendia, mas uma Britney tomar chifre choca.

a gente naturaliza as traições como uma válvula de escape masculina para buscar algo que falta, algo que supostamente não poderia faltar no relacionamento com uma mulher perfeita. e sabe o que falta num homem que põe chifre?

prefeitura+de+laranjeiras+do+sul[1]

pra mim isso é válido em todo tipo de deslealdade, seja romântica, com amigo, com a família, com o emprego – principalmente a parte da coragem. quando você precisa mentir e trair pra fazer algo que quer, quando precisa ser escondido é porque por algum motivo você não tem coragem de assumir seus reais desejos. a questão não é beijar ou fazer sexo com outra pessoa, mas é sair do combinado, não sabe manter a palavra, ou seja, prometer algo que você não está disposto a doar.

falo isso com o maior dos conhecimentos de causa porque chifre já levei e já presenteei. em ambas as vezes reconheço um belíssimo caso de falta de coragem por parte do chifrador. percebam, eu era adolescente, inconsequente e meio escrota quando fiz. criei mil razões em minha cabeça pra fazê-lo “estou apaixonada verdadeiramente”, “estou amando”, “o cara que eu trai é um escroto e já me sacaneou” e, sabe, deborinha adolescente, essas não colam. se o cara é um escroto, termina. tá amando? vai ser feliz sem enganar ninguém. não traia. não seja desleal. tenha coragem de assumir quando você quer uma coisa e quando não quer, abrace as consequências e não magoe ninguém no processo. simples assim.

não entender que o traídor é sempre apenas um covarde é também uma roubada que faz a gente se culpar quando é traída. e, believe me, todas podemos ser traídas. na minha vez eu inventei mil defeitos em mim pra justificar: “estou gorda”, “estou desinteressante”, “sou burra”, “sou sem graça”.

1397503412676[1]

– fizeram algo errado comigo, logo a culpa deve ser do brigadeiro a mais que eu comi, ctza.

enfim, o mais triste é o quanto essa questão da traição é reduzida a mais uma ferramenta de controle da sexualidade da mulher. quando uma mulher é traída a gente espera que ela chore por não se sentir suficiente – afinal tem de ser perfeita para ser merecedora de um homem. mas quando um homem é traído, a gente espera que ele seja violento pra defender sua honra, afinal ele tem posse sobre a mulher e isso foi maculado.

ao mesmo tempo que está rolando essa história da Brit, também rola por aí no universo negro do whatsapp (pior que deep web) um revenge porn pesadíssimo do cara que pegou a mulher com outro na cama e encheu a lata dela. e, sabe, tá tudo errado. tudinho. porque mulher nenhuma por motivo algum no mundo merece apanhar.

bater em uma mulher é só renovar o voto de posse que os homens pensam ter sobre ela. traiu? tá errada, tá escrota. merece uma conversa séria, talvez um término de relacionamento, tem que sentar no cantinho ali pra pensar com calma sobre a cagada que fez. mas quando você reage com violência à traição demonstra um sentimento de posse sobre o outro. e pode estar casado faz trinta anos, amigo, ninguém é dono de ninguém. o relacionamento, o amor ainda podem acabar. e pode ser que vocês não saibam lidar com isso.

a traição é uma escolha pessoal do traidor. por isso eu penso que ela não merece nenhuma atitude do traído fora a auto preservação e talvez uma dose de humor pra lidar com isso. você não precisa lavar sua honra. você não manchou sua honra. a gente mancha a honra quando a gente faz escrotice com os outros, mas se você foi traído a história só tem um babaca e esse babaca não é você.

por isso que, pra mim, Britoca está tirando de letríssima esse lance de tomar chifre. sem processos, escândalos, violência, dando risada da babaquice que o David Lucado fez, usando o caso como recheio de uma piada em que o palhaço é o covarde que não sabe ter lealdade.

aprendamos que, em vez de ficar sentindo pena de sí mesma quando tomar chifre, a gente tem é que sentir pena da pessoa que poderia ter um relacionamento ou um término de relacionamento bacana, poderia ter tido uma atitude mais sincera contigo mas não teve coragem e optou pelo caminho da mentira. sinta pena de quem não sabe resolver os próprios problemas. e enxergue que você não tem defeito nenhum que mereça deslealdade de nenhum tipo.

ah, e eu não acho que todo traído deve terminar o relacionamento. existem mil histórias, erros acontecem, cada um vive uma realidade. por mais triste e difícil que seja, o que acontece após uma traição só diz respeito aos acordos feitos entre o traído e o traidor. conheço casais felizes que superaram traições, conheço casais infelizes que nunca traíram. não dá pra gente vender uma fórmula de casamento perfeito. mas, caso você resolva dar um pé na bunda do covarde, aprenda a comemorar com a Britney que tudo tem um lado bom.

a saga da minha cristaleira

ano passado, depois que minha vó materna faleceu, chegou a hora triste, mas necessária, de desmontar o apartamento e teve aquela hora de “quem quer alguma coisa diga agora ou cale-se pra sempre”. e se tinha uma coisa que eu sabia que tinha que ficar comigo era a cristaleira – ela ficava bem na entrada da cozinha da casa da minha vó e eu lembrava que desde quando eu era pequenininha, eu babava no móvel. pra mim esse móvel é uma puta duma relíquia, mas a reação geral da minha família foi um sonoro “mas você quer aquela velharia?’.

sim, pfvr joga a velharia na hands

sim, pfvr joga a velharia na hands

na época eu e o Jorge estávamos planejando nos mudar e o móvel não cabia no nosso apartamento, então a cristaleira foi guardada no porão do prédio de onde minha vó morava. entrava mês e saía mês, eu (que sou assim ~ligeiramente enroladinha) não ia atrás de trazer a pobre coitada pra Curitiba, até que meu primo viu um esquema de transportar meu móvel pra cá gratuitamente, pela transportadora em que a sogra dele trabalha. olha só o sonho!

só que desculpa, prezado(a) leitor(a) que não me conhece: minha vida tem um roteirista muito sacana. ele toma um lsd e deixa a imaginação rolar solta, levando sempre em conta a lei de Murphy (ou Lady Gaga, né, Pri?). pois bem, a cristaleira saiu de Cascavel numa terça de manhã, estaria disponível na quarta cedinho. quarta dezora da manhã o cara do frete me liga “mas Julia, tem certeza que era aqui mesmo? tão dizendo que não chegou nada assim”. sabe, gente, é um móvel de um metro e meio de altura, é COMPLICADO de perder. liguei na empresa, conversei com o responsável e ele disse que sim, o móvel entrou no caminhão, ele só tinha que descobrir onde ele tava naquele momento. só.

no fim da tarde, o responsável diz que, como minha entrega era gratuita, ele seguia um protocolo diferente e realmente, não seria entregue no galpão – e sim na minha casa, no outro dia de manhã porque naquele dia já tinham encerrado as entregas. mas aí fomos surpreendidos novamente: quinze minutos depois dessa ligação, interfonam aqui em casa pra entregar a cristaleira.  é tetra, é o fim dos meus problemas…. OPA, não.

depois de passar bem umas duas horas limpando a bichinha, que tava encardidíssima depois de passar mais de seis meses num porão, chegou a hora de colocar as prateleiras de vidro e guardar tudo bonitinho lá dentro – mas é claro que uma das prateleiras não entrava. vejam bem, minha gente, o vidro foi retirado da cristaleira e trazido para Curitiba. o vidro encaixava na prateleira, mas no momento em que ele entrou no reino mágico dos pequenos azares que é a minha casa, ele se recusava a entrar.

NUM CABE

NUM CABE

depois de muitas tentativas frustradas – e de arranhar a madeira tentando enfiar a pobre prateleira, chegamos à conclusão que a madeira provavelmente pegou umidade e deu uma inchada. aí passa mais um mês comigo me enrolando pra levar o vidro pra cortar, até que esse sábado fomos na vidraçaria. “moço, tem que cortar aqui nessa lateral, uns 0,5 a 0,8cm, é pouca coisa, é só que não tá entrando nas laterais do móvel, sabe?”. saímos da vidraçaria pra resolver outras coisas. quando voltamos, o vidro já tava embalado pra levar e o moço trouxe o pedaço de vidro cortado fora – um pedaço de vidro bem grande – ele cortou o comprimento do vidro, e não as laterais. depois ele cortou do jeito certo, mas não custa demonstrar um gif que exemplifica como funciona a minha vida:

chegou tão perto.

QUASE

já deu de drama, né? tá aqui a lindinha com todas as prateleiras e com tudo organizadinho, finalmente:

_MG_3110

OIES

ela tem a madeira trabalhada na parte de cima e nas gavetas, acho a coisa mais linda do mundo:

20140826_julia_00004

aí que há muitos anos os pés da cristaleira tiveram que ser trocados por causa de umidade, e foram substituídos por uns pés fininhos de uma madeira diferente – o que não me incomoda, mas o Jorge detesta e não vê a hora de mudar:

20140826_julia_00005

OI GENTE EU SOU A URSULA SOU MUITO MAIS BONITA QUE A CRISTALEIRA

20140826_julia_00006

OLHA MÃE COMO EU SOU LINDA INVADINDO A FOTO

… enfim, como eu ia dizendo, esse é o pé:

20140826_julia_00007

e eu, é claro, to tendo ideias estúpidas e pensando em fazer isso (em turquesa) enquanto a gente não tem dinheiro pra pedir pro nosso marceneiro fazer pés de madeira novos pro móvel:

28-Amazing-Half-Painted-Furniture-Pieces-With-wooden-nightstand-and-bed-design

e bom, acho que por enquanto essa é a saga da cristaleira – até eu decidir pintar os pés. q 6 acha?

 

sobre empatia com o que não é pra você

hoje eu tava lá rolando o facebook casualmente quando vejo que um amigo curtiu uma publicação de uma mulher falando que acha uma frescura o desafio do #stopthebeautymadness: segundo ela, é por isso que tratam o feminismo como desnecessário e chato. eu acho muito louco como hoje em dia você precisa ver algo na internet e imediatamente formar e emitir uma opinião sobre o assunto. normalmente, se você gosta ou acha ok, o silêncio é o caminho. se você achou uma besteira, o jeito é fazer um post descendo o cacete no desafio/causa/opinião do amiguinho.

"discordo da sua opinião e você está errado e merece morrer" (INTERNET, todo mundo na)

“discordo da sua opinião e você está errado e merece morrer” (INTERNET, todo mundo na)

pois vejam só, eu não participei do desafio – apesar da Debs ter me indicado – porque, bem, em 90% do tempo eu não uso maquiagem. eu não me sinto mal sem maquiagem e achei que eu não teria muito a dizer sobre o assunto que ela tratou com tanta delicadeza e lucidez. mas aí eu li isso e comecei a pensar que talvez a mulher que escreveu isso também se sente bem na própria pele sem maquiagem ou até mesmo detesta usar maquiagem.

só que esse desafio foi feito para trazer conscientização em um mundo em que as meninas sofrem pressão para “serem bonitas” (ou seja, usarem maquiagem diariamente e fazer chapinha) quando ainda nem entraram no colegial. esse desafio foi feito pras meninas de dez a vinte anos que curtem dezenas de blogueiras de moda no instagram que só postam foto de look do dia com a pele impecável em um ângulo milimetricamente calculado. esse desafio foi feito para as jovens mulheres que acompanham blogs e páginas de rainhas do fitness que aparentam ser perfeitas. esse desafio foi feito pra mostrar que não tem nada de errado em gostar de maquiagem, desde que esse não seja o único jeito que você aprendeu a se gostar.

talvez a pessoa que descreveu o desafio como desnecessário e fútil nunca teve um colega de trabalho perguntando se ela tava doente só porque tava sem maquiagem. talvez essa mulher nunca foi uma adolescente que desenvolveu distúrbios alimentares porque via imagens de mulheres inatingíveis na mídia e ela não conseguia se encaixar. talvez essa mulher não entenda que o desafio não é simplesmente postar uma foto sem maquiagem, e sim conseguir ver a própria beleza além das máscaras. a pressão para as mulheres se encaixarem em um modelo de beleza existe e está muito vivo e forte na internet, thankyouverymuch. por isso é importante que formadoras de opinião, amigas e modelos de comportamento mostrem que têm marcas de espinha, olheira, aquela espinha que apareceu na ponta do nariz sem ser convidada, aquela falha na sobrancelha ou alergia no rosto.

porque sabe, eu nunca apanhei com lâmpada fluorescente na Augusta mas eu sei que não posso negar que homofobia existe e mata. eu nunca passei fome pra emagrecer e me encaixar num padrão, mas sei que não posso sair dizendo que quem sofre de anorexia é fútil. eu nunca fui estuprada, mas isso não me dá o direito de achar que outras mulheres também nunca foram ou que não merecem respeito por isso. empatia com o que não tem nada a ver com você mas é importante para outras pessoas não custa nada, não dói e só faz bem.

um desafio simples para trazer consciência à beleza feminina é uma ferramenta para o empoderamento e ao aumento da auto estima de milhares de mulheres que acordam todos os dias e se olham no espelho e se acham gordas, com a pele ruim e o cabelo imperfeito porque foi isso que elas aprenderam a vida toda. e se você não consegue enxergar como isso é importante e tem a ver com feminismo, tá faltando empatia, compreensão do que é futilidade e um pouco de reflexão sobre o mundo em que as mulheres vivem – e não só o que você percebe à sua volta.

Adesivos, uma viagem sem volta

Esses dias a Jan, amiga maravilhosa dessa minha vida, me convidou pra ir em um bazar de adesivos com ela. Eu não entendi muito bem o que era, mas a Jan nunca me coloca em roubada. Lá fui eu, rumo ao tal bazar da Signo. E, bem, sabe aquelas coisas que não adianta explicar, apenas sentir? Peguem na minha mão de ~blogayra de ~designerz e vejam fotos:

adesivos_signo5

adesivos_signoadesivos_signo4adesivos_signo2

adesivos_signo3

adesivos_signo1Viram que o esquema é pesado, né? Drogas complicadíssimas de desviciar.

Enfim, explicando agora que vocês viram, eu vi por lá essencialmente quatro tipos de adesivos para vender: os tipo pôster (como esse último da Frida que eu choro noite e dia por não ter comprado), os com padrões para aplicar em móveis ou paredes (como os rolos da primeira foto), os estilo decalques adesivos e os perfurados (sabe aquele adesivo que vai em propaganda de ônibus, que é todo furadinho pra luz entrar? Aquilo). Os padrões dos rolos e imagens dos pôsteres são super “coisas que vemos no Pinterest e nunca achamos por aqui” e a qualidade da impressão é de fazer o queixo despencar ladeira abaixo. Também tem objetos de decoração bacanudos, como o alce de parede e almofadas (eles imprimem tecido também).

Pelo que a dona me explicou (desculpa, juro que não consigo lembrar seu nome, mas lembro que seu cabelo é uau!), o que acontece por lá é que ela tem uma gráfica que faz adesivos por encomenda e vende também adesivos prontos. Ela aproveita, muitas vezes, espaços no rolo de impressão de alguma encomenda para criar coisas bacanas – por isso sempre tem novidade legal. E nesses bazares que ela faz, pelo que entendi, mais ou menos de três em três meses, os preços caem até 80%. 

O legal é que quando você está lá percebe que não é só uma gráfica fazedora de linguiças, sabe? Tem pesquisa e criação, tem sim. Inclusive toda a decór do galpão é com adesivos e tem idéias very very enlouquecedorinhas:

adesivos_signo6

Como esse tapete aplicado com acabamento fosco.

adesivos_signo7

ou esses adesivos colados sobre o acrílico e fazendo quadrinhos adoráveis

adesivos_signo8

ou esse espelho que, serio, olha esse espelho, ele é um adesivo na moldura, fim, acabou, não há nada mais a ser mostrado.

Eu fui em dia de bazar, tava mega liquidando, gastei oitenta reais e trouxe: uns três rolos de textura, 4 decalques e uma pá de pôster em diversos tamanhos. Ainda não consegui usar metade, pra vocês terem uma ideia. Um dia depois, sai colando tudo possuidíssima pelo ritmo ragatanga:

adesivos_signo9

decalques de flor lindinhos nas gavetas

adesivos_signo10rolo de textura meio sessentinha pra disfarçar essa baguça horrenda no rack

adesivos_signo11

adesivos de star wars e do sgt. peppers em cima do som ❤ o quadrinho de moldura preta também é um adesivo aplicado a um desses quadrinhos de cozinha de loja xing ling, sabem?

adesivos_signo14

Na porta do lavabo ❤

adesivos_signo13MINHA MUTHERFUCKER FUCKING AWESOME GELADEIRA DE GATOS <3.

Se você também quer ser possuída pelo ritmo ragatanga e colar adesivos igual eu, a Signo fica na Rua Pedro Nolasko Pizzato, 530, no Mercês. Não sei como eles funcionam fora do bazar, mas acho que vale a visita porque dá pra pirar em ideias realmente muito legais.

Adesivos, uma viagem sem volta

Esses dias a Jan, amiga maravilhosa dessa minha vida, me convidou pra ir em um bazar de adesivos com ela. Eu não entendi muito bem o que era, mas a Jan nunca me coloca em roubada. Lá fui eu. rumo ao tal bazar da Signo. E, bem, sabe aquelas coisas que não adianta explicar, apenas sentir? Peguem na minha mão de ~blogayra de ~designerz e vejam fotos:

adesivos_signo5

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adesivos_signo1Viram que o esquema é pesado, né? Drogas complicadíssimas de desviciar.

Enfim, explicando agora que vocês viram, eu vi por lá essencialmente quatro tipos de adesivos para vender: os tipo pôster (como esse último da Frida que eu choro noite e dia por não ter comprado), os com padrões para aplicar em móveis ou paredes (como os rolos da primeira foto), os estilo decalques adesivos e os perfurados (sabe aquele adesivo que vai em propaganda de ônibus, que é todo furadinho pra luz entrar? Aquilo). Os padrões dos rolos e imagens dos pôsteres são super “coisas que vemos no Pinterest e nunca achamos por aqui” e a qualidade da impressão é de fazer o queixo despencar ladeira abaixo. Também tem objetos de decoração bacanudos, como o alce de parede e almofadas (eles imprimem tecido também).

Pelo que a dona me explicou (desculpa, juro que não consigo lembrar seu nome, mas lembro que seu cabelo é uau!), o que acontece por lá é que ela tem uma gráfica que faz adesivos por encomenda e vende também adesivos prontos. Ela aproveita, muitas vezes, espaços no rolo de impressão de alguma encomenda para criar coisas bacanas – por isso sempre tem novidade legal. E nesses bazares que ela faz, pelo que entendi, mais ou menos de três em três meses, os preços caem até 80%. 

O legal é que quando você está lá percebe que não é só uma gráfica fazedora de linguiças, sabe? Tem pesquisa e criação, tem sim. Inclusive toda a decór do galpão é com adesivos e tem idéias very very enlouquecedorinhas:

adesivos_signo6

Como esse tapete aplicado com acabamento fosco.

adesivos_signo7

ou esses adesivos colados sobre o acrílico e fazendo quadrinhos adoráveis

adesivos_signo8

ou esse espelho que, serio, olha esse espelho, ele é um adesivo na moldura, fim, acabou, não há nada mais a ser mostrado.

Eu fui em dia de bazar, tava mega liquidando, gastei oitenta reais e trouxe: uns três rolos de textura, 4 decalques e uma pá de pôster em diversos tamanhos. Ainda não consegui usar metade, pra vocês terem uma ideia. Um dia depois, sai colando tudo possuidíssima pelo ritmo ragatanga:

adesivos_signo9

decalques de flor lindinhos nas gavetas

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rolo de textura meio sessentinha pra disfarçar essa baguça horrenda no rack

adesivos_signo11

adesivos de star wars e do sgt. peppers em cima do som ❤ o quadrinho de moldura preta também é um adesivo aplicado a um desses quadrinhos de cozinha de loja xing ling, sabem?

adesivos_signo14

Na porta do lavabo ❤

adesivos_signo13MINHA MUTHERFUCKER FUCKING AWESOME GELADEIRA DE GATOS <3.

Se você também quer ser possuída pelo ritmo ragatanga e colar adesivos igual eu, a Signo fica na Rua Pedro Nolasko Pizzato, 530, no Mercês. Não sei como eles funcionam fora do bazar, mas acho que vale a visita porque dá pra pirar em ideias realmente muito legais.

Come shimeji na manteiga sim

Esses dias fui em um restaurante e pedi pela primeira vez na minha vida um Shimeji na manteiga. Assim como quando o Bandeira viu a moça nuinha, “foi meu primeiro alumbramento”.

Aí, o marido comprou shimeji pra fazer um risoto afrescalhado (olha minha cara de quem sabe fazer risoto afrescalhado) e, bem, tinha shimeji, manteiga e internet sobrando. Achei que era dessas receitas complexas nipônicas que eu nunca saberia fazer, mas não é. É mais fácil que miojo.  Improvisei baseado no que eu li:

shimeji_na_manteigae

Ingredientes
– Punhadinho de shimeji
– Duas colheradas de manteiga com sal
– Uma colherada de açúcar
– Duas colheradas de shoyu
– Punhado de cebolinha

Modo de preparo:
Derreta a manteiga em fogo alto. Derreteu? Taca o shimeji e vai mexendo ele por uns dois minutos, pra fritar por inteiro. Mexe com aqueles pão-duros de silicone – eles não soltam lasca, não impregnam, não deformam a comida e não derretem. Eles são seus amigos. Depois, põe o açúcar e as duas colheradas de shoyu e deixa mais uns dois minutos, pra reduzir. Vai virar um caramelinho delícia. Tira do fogo, joga a cebolinha picada em cima e tá pronto.

É fácil. É rápido. É chuchu beleza. É tão bom que faz nem meia hora que eu comi isso e já quero mais. Na próxima, vou colocar lascas de cebola e ver o que rola.