Eu, Bridget Jones

Hoje pipocaram imagens no Facebook, Twitter, Portais de Notícias, acerca do novo visual de Renée Zellweger. A eterna Bridget Jones teria exagerado no Botox e choveram declarações de que está irreconhecível, horrível, de que onde já se viu estragar o rosto dela desse jeito.

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Mas não vi nenhuma entrevista com Renée dizendo que este era o resultado que ela queria. E se for? Ok, a despeito das preferências pessoais, o que importa é que ELA esteja feliz. Por mais que as feições dela tenham mudado bastante, se você olhar direitinho, não ficou ruim assim. A princípio sempre rola aquela rejeiçãozinha, porque sabemos como ela era e é num primeiro momento pode parecer chocante ver uma mudança supostamente drástica, mas que se analisarmos a linha histórica dela nem é tão impressionante assim.

Inclusive se colocassem uma foto da Renée na frente de alguém que nunca tenha a visto, essa pessoa não conseguiria apontar o problema no rosto dela. Claro que pioram a situação colocando lado a lado fotos da época do lançamento de Bridget Jones (2001) e de ontem (20/10/2014). Gente, são 13 anos de diferença! É óbvio que ela está com uma aparência mais velha, porque deeeeeerrrrrr, ela está mais velha.

Além disso, eu particularmente acho que o que mais impressiona nem é o botox, mas o fato que a maquiagem não colaborou, principalmente com sobrancelhas por tirar. Além da blefaroplastia, plástica nas pálpebras, que deu uma mudada no olhar dela.

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E o buraco mais embaixo: vai que nem ela gostou da cara nova dela? Vai que ela só foi até o evento por causa de algum contrato publicitário quando o que mais queria era estar em casa, com um cobertor na cabeça e se afundando de sorvete enquanto espera que seu rosto volte lentamente ao normal?

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Levante a mão quem nunca passou raiva no cabelereiro. Eu mesma já saí urrando várias vezes de salões, seja de cortes desastrosos de cabelo, seja de sobrancelha mal tirada. A massagista que te deixa roxa na véspera de você ir para a praia com as melhores amigas. O bronzeamento artifical que te deixa laranja um dia antes de uma festa importante. Todo mundo tem uma história dessa para contar, acredite em mim.

O que não pode acontecer é a gente deixar de vivem por uma coisa dessas. Apontar o dedo para a amiguinha aparentemente bizarra sem saber o que está por trás da história dela não ajuda nada, muito pelo contrário. Em uma época de suicídios em massa, inclusive de artistas conhecidos, me choca a rapidez com que as críticas afloram sem considerar a pessoa que está do outro lado.

E nem precisamos ir muito longe. Essa semana a Globeleza ficou sabendo pela mídia que foi afastada do cargo e está super deprimida com os comentários preconceituosos deixados nas matérias a respeito.

E sabe, não adianta você consolar uma amiga passando por uma situação dessas e ficar apontando o dedo e rindo quanto a mesmíssima coisa acontece com alguém nem tão próximo. Tá sobrando individualização e faltando consciência de indivíduo nesse mundo.

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Me liga, Renée. Eu te entendo.

Let it go, Let it go

Esses dias eu vi uma entrevista da Demi Lovato (prima amada <3) e fiquei matutando no meu cantinho. Perguntaram para ela o motivo dela ter parado de seguir a Selena Gomez no Twitter, revelando assim o fim definitivo da amizade entre as garotas, sendo que elas eram amigas de infância, inseparáveis até a adolescência.

E ela respondeu simplesmente que não aconteceu nada, que é o tipo de coisa que acontece.

E como acontece. Quem nunca perdeu um amigo que atire a primeira pedra. E não, não estou falando de pessoas queridas que por um motivo ou outro acabam falecendo, mas sim daquelas pessoas que tanto gostamos, amamos, trocamos conversas fiadas e que de repente, ao pensar, acabaram ficando no passado.

Muitas são as frases de auto-ajuda de Facebook nesse sentido. Ai, amizade verdadeira é isso. Ai, amizade verdadeira é aquilo. Balela. Amigo a gente sabe de longe quem é, não precisa de imagem com bichinhos fofos ou de gifs piscantes para reconhecer quem se importa com você e quem te dá um ombro amigo quando você precisa.

Inclusive, digo que é muito fácil arrumar gente para estar ao seu lado quando você tá na fossa. Problema mesmo é encontrar quem fica do teu lado quando você tá feliz, amando e com um baita sucesso no trabalho. Nessas horas que você vê quem realmente fica alegre por você.

Por várias vezes já me peguei pensando sobre pessoas que passaram por minha vida, cada um com seu jeitinho, suas características, que foram super importantes em algum momento, mas que já não estão ao meu lado. Algumas amizades foram desfeitas na briga, poucas, confesso, mas já aconteceu. Outras, simplesmente acabaram. Cada um seguiu seu rumo, algumas até houve alguma tentativa de reencontro, mas no geral, acabaram mesmo.

O fim de uma amizade dá um sentimento de luto pior que fim de namoro, pelo menos eu acho que dói mais. É sofrimento em etapas: você percebe que a coisa tá estranha, liga ou encontra a pessoa, pergunta se aconteceu alguma coisa, geralmente o outro nega, você finge que tá satisfeito, e voltam para a primeira etapa, porque né, ilusão achar que as coisas vão voltar a ser como sempre foram.

E olha, isso acontece com você tanto no polo ativo quanto no polo passivo.

Obviamente, como a Pri disse aqui esses dias, a gente muda, impossível não mudar. E nisso muitas pessoas não nos acompanham, assim como não acompanhamos outras pessoas.

A questão é ver que não tem nada de absurdo nisso. É meio que uma seleção natural. Você mantém ao teu redor quem te faz bem, assim como os outros também.

Ficam as lembranças, boas histórias. Vai-se a obrigação de querer agradar um bando de gente. E assim a vida segue.

Sobre dizer não

Vários são os eventos na vida, seja começo de amizade, de namoro, entrevista de emprego, em que acabamos tendo que nos apresentar rapidamente, fazer uma breve introdução de quem somos. E por mais que muitas pessoas se definam como difíceis ou mesmo como intransigentes, ninguém nunca fala: oi, eu sou uma pessoa que diz não sem problemas. Afinal, porque essa palavrinha sempre nos faz tremer, seja para falar ou seja ao ouvir de alguém.

O não é uma palavra rejeitada, evitada. Parece feio você dizer não a algo ou alguém. É indelicado, dizem as pessoas. Afinal, elas parecem acreditar que são sempre tão incríveis que alguém lhe negar alguma coisa é tido como ofensa pessoal. Você pode ser o maior profissional do mundo, a melhor dona de casa, falar 7 idiomas diferentes, mas se você negar de primeira um convite para ir em qualquer barzinho com a turma, pode apostar que você será o assunto da noite.

Afinal, parece que as pessoas precisam ouvir que você não pode sair porque aquela tua avó que morreu a uns 7 anos tá doente, que você brigou com o namorado e está com a cara inchada de chorar, ou qualquer outra mentira deste nível. Sair porque você simplesmente não está a fim é absurdo, pelo menos em uns 95% dos casos.

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E isso se estende a todos os aspectos da vida.

Quando temos uma casa nova, todos querem ir na sua casa. E sim, você até quer que as pessoas vão lá, quando você as convidar, obviamente. Casa nova é uma bagunça, são caixas empilhadas, deveres acumulados ou mesmo a simples vontade de ficar sozinha. E as pessoas ligam, mandam mensagens querendo ir lá. E o não novamente aparece como uma ofensa pessoal caso você diga a palavra banida.

Quando engravidar e tiver filhos, prevejo o problema potencializado.

Falar não é 10 vezes pior do que falar Voldemort nos livros do Harry Potter. Pessoas fazem caretas. Outras esbravejam, mas ninguém defende o direito de você poder falar uma palavra da qual você não tem medo.

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Por muito tempo tive muita dificuldade em dizer não, por motivos diversos. Aos pouquinhos fui me liberando e hoje em dia tenho muito mais facilidade em dizer não. Mas mesmo assim algumas situações são bem difíceis. Até porque muitas pessoas têm dificuldades em perceber que você cresceu. Que estudou, que trabalha e que tem uma renda. A liberdade e a independência dos outros dói para algumas pessoas.

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E aí aparece o dilema: tacar um não e manter sua opinião ou por várias vezes fingir concordância somente para escapar da enfadonha fuga do não pelos outros. A segunda opção é tentadora, é mais fácil. A primeira, pela dificuldade da negativa, soa como pirraça, como falta de maturidade.

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E eu tenho me mantido forte na primeira. Já ouvi de tudo, desde elogios até gente dizendo que estou mostrando minhas garras. Concordo, afinal, estou mostrando sim minha personalidade, minha opinião. E me afasto de quem não consegue admitir que as pessoas têm direito ao livre arbítrio.

Quebrar a cara faz parte do processo, fazer cara de paisagem, não.

Sobre Reformas

Eu me mudei da casa dos meus pais para a minha casa (e do marido, ou seja, nossa casa) faz uns 8 meses. Compramos um apê bacaninha, com um espaço razoável, mas que precisava de uma boa reforma. Como bons trabalhadores brasileiros, decidimos ir fazendo aos pouquinhos por falta de $tempo$.

Nossa prioridade foi o nosso banheiro, já que é algo tão íntimo e que precisa estar sempre bem limpinho. A cozinha, que também se encaixa nesta classificação, estava ok, só precisa trocar o piso.

O grande problema da casa são os móveis. A casa só veio com os armários da cozinha e guarda-roupas nos quartos. Só que os guarda-roupas são horríveis, sem aproveitamento do espaço interno. Coisa da época de que guaraná tinha rolha, sem gavetas ou prateleiras para organizar.

Meu sonho:

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Daí beleza, resolvemos que vamos fazer um guarda-roupas novo para o nosso quarto. Mas como vai ser planejado and embutido, precisaríamos trocar o piso, que por enquanto dá para o gasto, mas não é exatamente o que a gente quer.

Só que aí começaram nossos reais problemas, já não dá para trocar o piso só do quarto, teria que trocar da casa inteira, porque lotes diferentes podem ter tonalidades diferentes. E trocando o piso da casa inteira, teríamos que fazer os armários dos outros dois comôdos, porque os velhos teriam que ser retirados e pelo estado deles, seria meio impossível conseguir montá-los novamente de um jeito que ficasse digno.

Acabei me conformando com isso:

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Enfim, o sonho da reforma se limitou a uma ida à Casa China, para a compra de organizadores de guarda-roupas.

Desejo do Dia

Lembro que em uma das primeiras vezes que entrei no Westwing (se não conhece, não entre, vai ser o fim da sua vida, depois não diga que não avisei), fiquei apaixonada por uma mesinha lateral de urso. Naquela época não tinha minha casa, e ela não encaixava na dos meus pais.

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Campanhas começavam e terminavam, e volte e meia a tal mesa de urso aparecia de novo. Mas me segurava e não comprava, afinal, onde iria enfiar uma mesa de urso.

Uns 15 dias atrás, conversando com o maridão, resolvemos que precisamos de mesinhas laterais, porque não temos onde colocar bebidas e petiscos enquanto estamos no sofá, já que o rack fica a 1 metro do nosso sofá, e ninguém merece ficar levantando o derrière o tempo todo. Mostrei a imagem da mesa e concordamos em comprar a dita cuja quando aparecesse de novo.

Por conta da correria, fiquei uns dias sem entrar no site. E quando entrei hoje, lá estava a minha mesa de urso. Esgotada.

Por isso, nunca entrem no Westwing, vocês não precisam sofrer.