cinco coisas que toda garota deveria saber

A Marina do 2Beauty linkou e eu tô apaixonada pelo menino e achando que há esperança para as futuras gerações:

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vale quanto pesa

Eu sinto como se falar sobre feminismo fosse mais do metier da Debs ou da Julia por aqui, mas eu leio coisas e vejo coisas por aí que, mesmo não articulando tanto quanto elas, eu gostaria de dividir com vocês. Alguns raciocínios parecem simples, mas ainda estão tão distantes do nosso cotidiano e do nosso objetivo (ou ao menos do meu, de ser uma pessoa melhor) que eu acho que valem a reflexão.

Dentre os poucos sites que eu acompanho sobre feminismo atualmente está o Lugar de Mulher, que essa semana publicou um texto incrível da Lélia Almeida chamado Mulheres Famintas, no qual ela fala sobre a ditadura da magreza excessiva, das dietas e de como esse comportamento está se refletindo nas gerações futuras. Particularmente, eu destaco um único e incrível parágrafo:

(…) Marcela Lagarde em muitos dos seus textos diz que as mulheres de hoje se comportam como criaturas medievais desejosas unicamente de um amor romântico impossível de ser realizado e sem nenhuma reflexão crítica sobre seu amor próprio. E que isto as debilita e enfraquece, já que ninguém com estes sentimentos desenvolve suas potencialidades.(…)”

Isso me assusta porque eu vejo acontecendo à minha volta o tempo todo, na minha família, acontecendo na minha casa sem que ninguém pare pra pensar ou analisar um só instante. Gente, até Queen B tá falando disso, será que não está na hora de rever MESMO o que fazemos com nossos corpos, como nos sentimos com ele e que exemplo damos?

"Pretty hurts, we shine the light on whatever's worst"

“Pretty hurts, we shine the light on whatever’s worst”

O discurso da Lélia também me remeteu imediatamente à esse vídeo, o poema Shrinking Women (Mulheres que encolhem), da Lily Myers que vive me deixando com lágrimas nos olhos e que vale três minutos da sua atenção. Mesmo porque eu posso apostar que você já viu isso acontecer ao seu redor:

Dá pra ver com legenda em inglês e tem tradução dele aqui, mais uma vez evidenciando o desejo de magreza estar intrinsecamente ligado à deficiência de autoestima. E, pra mim, a pergunta que sempre fica é: por que queremos/devemos nos encolher?

Tá liberado mudar de ideia. Tá tudo bem mudar de ideia.

Até uns 10 ou 15 anos atrás eu não era feminista. Você pode achar que não é muito, mas há 10 anos eu já tinha 28, então, teoricamente já pensava com minha cabeça e com minhas próprias pernas. Eu saí nua em site e brinquei de Lingerie Day na primeira edição desse treco no Twitter. E não era feminista. Mas eu aprendi coisas e mudei de ideias (mesmo que ainda continue sendo julgada por aquelas ideias e ações de 10, 15 anos atrás) e li Lucia Etxebarría e descobri coisas novas. E mudei.

Há quatro anos eu era morena, tinha cabelo crespo e mega curto. Agora tenho louro, liso e comprido e às vezes rosa. E acho que tudo bem, afinal, cabelo é igual grama: cresce. Cabelo é pra brincar. Se ficar ruim, muda, uai.

Ah, eu também era jornalista, tinha uma carreira e tal, fui editora de jornal, revista e blog, fui gerente de projeto. E cansei de ser jornalista. Agora eu não sei muito bem o que eu quero ser, mas, quer saber? Tudo bem. Mesmo que eu não saiba muito o que fazer agora, ter a liberdade de mudar de ideia – e voltar a ser jornalista, se eu quiser ou não, – é um pouco reconfortante.

Mas mudar nem sempre é reconfortante e fácil. Ao contrário, é complicado e muitas vezes, cheio de culpa. Como eu posso ser feminista e participar do Lingerie Day? Como eu posso querer ter filhos uma hora e não querer na outra? Como é que agora eu digo que fico ótima de amarelo se há dois meses eu detestava amarelo? Como eu posso mudar de ideia se isso vai comprometer minha – oh, tão importante – coerência?

Walt Whitman

A coisa mais bacana que aprendi no meu último emprego no Brasil, em que eu tinha um chefe incrível (beijo, Pedro!), era que: tudo bem mudar. Tudo bem tentar algo diferente, não dar certo e voltar atrás. Tudo bem mudar de ideia. Errar faz parte do caminho. Quantos bolos errados você faz até acertar? Quantos textos até acertar o tom? Quantos delineados gatinho errados? Levei 38 anos pra aprender o meu e errei muitos. E continuo errando, depende da pressa. Muitas vezes, pra ser bom em algo, a gente precisa ser ruim. Aí vai treinando, mudando o jeito de fazer, melhorando, até acertar.

Ainda acho que a vida não é sobre se desculpar pelas escolhas erradas e ruins que você faz: é sobre tentar dar o melhor de si e acertar sempre que possível. Mas nem sempre a gente acerta de primeira e, mais do que isso, às vezes consegue exatamente o que queria e diz “putz, acho que nem era isso”.

“Tudo bem mudar de ideia”. Tudo bem. Mesmo que você não seja coerente com o que escreveu/disse/fez ali atrás. Pessoas mudam, o mundo muda. Seja livre.

Bonitezas para deixar o dia mais alegre

Ando pensando muito em fazer um post aqui falando sobre “como caí no vício do AliExpress”, da ligação que as compras de $5 dólares têm com minhas atuais frustrações e de como você pode encontrar qualquer coisa nesse site maligno.

Aí hoje eu cheguei no trabalho e, ao menos até agora, não fiquei pendurada no Aliexpress e descobri outras coisas fofas pra embelezar o dia. Obviamente elas não custam $5 doletas, mas ver coisas bonitas sempre me inspira e hoje eu moraria nessa casa aqui usando coisas como essas:

Brincos de nuvem

Ou essa:

Bule

 

São de uma designer de joias chamada Glau Pietrobon e eu cheguei nela dando um Google no link de um link de um link e… Well. Precisa ver a linha dela de casamento, que pitchulina. ❤ E não é da China hahaha

*Suspiro*