parede feliz – parte II

lembram que esses tempos eu fiz aquela estupidez sem tamanho que resultou na minha parede preferida da casa? pois é claro que quando chegou a hora de pintar a sala de jantar, eu não aprendi. claro.

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euzinha.

quando começou a conversa sobre a pintura da casa com o jorge, foi mais ou menos assim:

– amor, você concorda com as cores que a gente conversou? azul cobalto pra sala de tv, azul clarinho pro quarto, turquesa escuro pro escritório e turquesa mais claro pra uma parede da sala de jantar com as outras brancas?

– mas pensando agora… a casa inteira vai ser azul?

– são tons diferentes e turquesa e etc etc (insira aqui alguma argumentação estúpida)

– mas tudo azul, então?

– heheheehehehe. é, talvez. você quer mudar alguma?

– sim, queria que a sala de jantar tivesse uma parede amarela, que você acha?

inicialmente eu admito que achei uma ideia ruim. até uns anos atrás eu nem curtia amarelo, quem dirá pra botar em uma parede em um dos cômodos mais importantes da casa (a gente COME lá, cara, é religioso), mas viver num aquário não tava parecendo tão interessante. aí lá fui eu pro pinterest buscar referências – porque é claro que uma parede amarela lisa que facilitasse minha vida não teria graça – e dei de cara com essa belezinha:

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OLÁ, MARILENE

esse padrão maravilhoso (que aprendi nesse post da Debs que se chama caning) me pareceu bem mais simples que o da sala de TV e ainda assim daria um efeito bem mais legal que uma parede lisa. quando chegou o dia da tortura estampa, eu já tinha pintado todas as paredes da sala de branco – inclusive duas paredes que tinham grafiato verde musgo e vermelho queimado (em itálico pra ressaltar o tanto de coisa errada) e a gente cobriu com massa corrida antes de se mudar, porque eu não mereço viver num lugar com grafiato em 2014.

mas bem, fiz os cálculos do espaço da parede, que fica entre duas portas, proporcionei com a estampa e comecei a marcar. usei a fita azulzinha da 3M, que é específica pra proteger de pintura. as linhas horizontas e verticais eu fiz com uma parte só de fita, sem interrupções, usando nosso melhor amigo, o nível, que te diz se o negócio tá toto ou não.

virei broder do nível depois desse dia.

virei broder do nível depois desse dia.

depois, aos poucos fui colando a fita pra finalizar a estampa. eu juro que não sei dar detalhes específicos do trabalho porque, bem, eu tava cansada pra caralho e fui descobrindo aos poucos o melhor jeito de ir medindo e arrumando tudo. claro que nessa hora descobri que algumas fitas tavam uns dois milímetros – ou centímetros – mais pra lá do que pra cá, mas naquela altura do campeonato, não me importava.

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no outro dia, quando tava tudo marcadinho e bonito, passei um pouco de massa corrida nas laterais da fita pra tinta não vazar (porque sim, a fita pra evitar que a tinta vaze deixa a tinta vazar, vejam só) e fui pra pintura. depois de três demãos, tava tudo bem coberto e bonito. aí que veio a desgraça: como eu não protegi a parede depois da aplicação da massa corrida sobre o grafiato, a tinta branca que eu pintei com tanto cuidado e atenção simplesmente saiu completamente quando eu tirei a fita, deixando a parede com o grafiato verde musgo (urgh) com massa corrida aparente, junto com vários pedaços de tinta branca arrancada. ou seja, uma textura meio rústica com visu de mofo, devido ao grafiato verde musgo aparente (tasquipariu, eu já disse quanto eu odeio grafiato?). diquinha pra mim mesma quando for pintar o escritório (que também contava com um grafiato maravilhoso em marrom): passar selante na parede. anotado.

parece mofo mas é só tristeza

parece mofo mas é só tristeza

apesar do acabamento estar bem aquém de perfeito, fiquei muito faceira com o resultado, com a cor (que eu preparei) e com a composição da estampa e do amarelo com o nosso ❤ aparador vermelho <3:

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ursinha emprestando seu charme ao cantinho da foto

assim que eu tiver com saco suficiente, pretendo colar fita crepe branca nos espaços pra corrigir as imperfeições de textura e, quando eu tiver com MUITO saco, pretendo pintar de branco pra ficar com um acabamento melhor. por enquanto, me contento em ficar feliz com a parede amarela iluminando a alegrando a sala : )

 

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6 pensamentos sobre “parede feliz – parte II

    • ih, fer, depois do baile que essas paredes já me deram aqui em casa? posso dar uma consultoria e ficar no sofá dando dicas enquanto tomo uma cervejinha e você faz o trabalho sujo, que tal? hahaha 🙂

  1. Ju, ficou simplesmente demais!! A da sala de TV também 🙂 Não sei qual gostei mais! Mas deve ser um teste pra paciência, né, ainda mais no caso de uma pessoas perfeccionista ahaha

    • brigada, flor! tá sendo um teste pro meu TOC mesmo, mas sabe que acabei nem ligando tanto pras imperfeições? tipo, dá pra ver tudo bem fácil, mas aprendi a não me importar o tanto que achei que eu ia 🙂

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