Let it go, Let it go

Esses dias eu vi uma entrevista da Demi Lovato (prima amada <3) e fiquei matutando no meu cantinho. Perguntaram para ela o motivo dela ter parado de seguir a Selena Gomez no Twitter, revelando assim o fim definitivo da amizade entre as garotas, sendo que elas eram amigas de infância, inseparáveis até a adolescência.

E ela respondeu simplesmente que não aconteceu nada, que é o tipo de coisa que acontece.

E como acontece. Quem nunca perdeu um amigo que atire a primeira pedra. E não, não estou falando de pessoas queridas que por um motivo ou outro acabam falecendo, mas sim daquelas pessoas que tanto gostamos, amamos, trocamos conversas fiadas e que de repente, ao pensar, acabaram ficando no passado.

Muitas são as frases de auto-ajuda de Facebook nesse sentido. Ai, amizade verdadeira é isso. Ai, amizade verdadeira é aquilo. Balela. Amigo a gente sabe de longe quem é, não precisa de imagem com bichinhos fofos ou de gifs piscantes para reconhecer quem se importa com você e quem te dá um ombro amigo quando você precisa.

Inclusive, digo que é muito fácil arrumar gente para estar ao seu lado quando você tá na fossa. Problema mesmo é encontrar quem fica do teu lado quando você tá feliz, amando e com um baita sucesso no trabalho. Nessas horas que você vê quem realmente fica alegre por você.

Por várias vezes já me peguei pensando sobre pessoas que passaram por minha vida, cada um com seu jeitinho, suas características, que foram super importantes em algum momento, mas que já não estão ao meu lado. Algumas amizades foram desfeitas na briga, poucas, confesso, mas já aconteceu. Outras, simplesmente acabaram. Cada um seguiu seu rumo, algumas até houve alguma tentativa de reencontro, mas no geral, acabaram mesmo.

O fim de uma amizade dá um sentimento de luto pior que fim de namoro, pelo menos eu acho que dói mais. É sofrimento em etapas: você percebe que a coisa tá estranha, liga ou encontra a pessoa, pergunta se aconteceu alguma coisa, geralmente o outro nega, você finge que tá satisfeito, e voltam para a primeira etapa, porque né, ilusão achar que as coisas vão voltar a ser como sempre foram.

E olha, isso acontece com você tanto no polo ativo quanto no polo passivo.

Obviamente, como a Pri disse aqui esses dias, a gente muda, impossível não mudar. E nisso muitas pessoas não nos acompanham, assim como não acompanhamos outras pessoas.

A questão é ver que não tem nada de absurdo nisso. É meio que uma seleção natural. Você mantém ao teu redor quem te faz bem, assim como os outros também.

Ficam as lembranças, boas histórias. Vai-se a obrigação de querer agradar um bando de gente. E assim a vida segue.

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