Sim, meu cabelo está rosa

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Vocês sabem que grávida não pode pintar o cabelo, né? Eu pesquisei e diz que o porque é que pode dar uma reação alérgica no bebê, principalmente nos três primeiros meses (quem souber melhor, me corrija). Como eu tô pensando em engravidar novamente logo e vivo trocando de cor de cabelo, conversei com minha cabeleireira sobre voltar pra cor natural – a saber, castanho claro ou loiro escuro indefinido.

Já tava até agendada a data quando, navegando pelas internês da vida, me deparei com algumas fotos que fizeram meu coração pular uma batidinha:

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Comecei a matutar sobre o cabelo rosa, mesmo pensando que era loucurinha demais pra mim. Mas, depois de pensar por um tempo, percebi que:
_ Já pintei o cabelo de ruivo cobre, ruivo cereja, preto, preto azulado, loiro, loiro platinado, chocolate, mas NUNCA TINHA USADO COR FANTASIA, e, bem, tava na hora de passar essa barreira.
_ Nunca tinha usado cor fantasia por medo de não ter emprego (sou empresária), por medo dos meus pais não deixarem (não moro com eles faz quase 4 anos), de eu não gostar (cabelo cresce e se pinta de novo), de ficar ruim (a Mahara nunca errou nada no meu cabelo), do que vão pensar (e deixa que diguem que pensem que falem).
_ Rosa é bonito pra cacete.

Liguei pra Mahara, agendei o horário, e, pra tomar mais coragem, não contei pra mais ninguém que ia fazer loucura capilar nova. Dois dias depois, tchãnaaaam…

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Nenhuma edição nessas imagens – essa é a cor da vida como ela é!

Pra quem já pinta o cabelo de cor fantasia faz um tempo, eu imagino que isso seja um grandessíssimo “tá e daí?”, mas pra mim foi uma das coisas mais legais e libertadoras que eu já fiz. Digo que a sensação é mais ou menos a mesma de quando eu fiz minha primeira tatuagem, de quando eu saí de casa, de quando eu fiz o meu primeiro piercing, de quando eu mudei de carreira, de quando eu resolvi que não precisava mais fazer dieta idiota, de quando combinei meia xadrez com vestido de bolinha, de quando adotei quatro gatos, de quando parei de alisar o cabelo pela primeira vez, de quando eu resolvi que ia ter 12 madrinhas no casamento sim, de quando resolvemos ir de carro pro Uruguai, de quando resolvi fazer bundalelê pra agência dos outros e me jogar num projeto próprio e, enfim, de várias decisõezinhas e decisõezonas dessa vida que querem dizer apenas uma coisa:

Talvez eu esteja passando por uma adolescência tardia com essas coisas que tenho feito (o Tolkien tem um conceito de vintolescência tão perfeito pra mim!) mas eu ando muito agradecida de poder descobrir essas pequenas liberdades e ter direito a aprender a ser dona de mim mesma ainda aos 26 aninhos. É bem libertador e ao mesmo tempo refrescante ainda ter essa sensação em uma idade pra qual meus planos eram ter doutorado, marido respeitável e dois filhos (pouquíssima auto cobrança, né?).

Mesmo assim, não, não foi uma revolta contra o sistema capitalista-judaico-cristão, nem uma vontade de chocar. Foi uma questão de “eu gosto de rosa, deveria passar no cabelo, fica bonito” e fim. A realização é mais em me sentir bonita assim e depois em perceber que posso fazer essas loucurinhas sem dever nada pra ninguém, mas nunca na sensação que causo nos outros, eu acho.

Eu fico feliz com essa evolulção porque minha primeira tatuagem, por exemplo, eu confesso que foi feita “para os outros”, para ficar com cara de menina ~descolada – tanto que é a única que eu tenho vontade de rabiscar por cima porque não tem nada a ver comigo (quero manter a ideia, mas os traços são muito jacus). Eu já aprendi faz um tempo que essas coisas tem que ser feitas pra gente, que se enfeitar é um processo de agrado em você mesma. É aquela coisa: tá rosa porque rosa eu acho bonito, talvez um dia fique turquesa, talvez um dia volte a ser castanho, a única certeza é que sempre vai ser bonito pra minzinha <3.

Como pessoa que ama loucamente modificações corporais, eu digo que aprendi que elas são uma forma de expressar o que vai por dentro da gente, uma forma de deixar claro o que sentimos e devem sempre ser feitas porque a gente gosta de se ver desse jeito, nunca porque o outro quer ver. Isso é muito imporante e faz toda a diferença mesmo na hora de fazer qualquer coisa na vida, seja no nosso corpo ou, sei lá, em qualquer outra área. Enfim, eu tô feliz de poder mostrar no meu cabelo que eu tô afim de ver a vida de um jeitinho mais cor de rosa <3.

No mais, algumas informações técnicas sobre o processo todo:

–  o tonalizante utilizado foi o Keraton Hard Colors na cor Panty Rose. A Thaís do Poá e Glitter usou o mesmo, mas diluiu no Creme branco e conseguiu um rosa bem mais clarinho.

– a técnica utilizada foi o Ombré, mas foi meio que um xunxo. Eu já tinha Ombré hair desde janeiro, retocado só uma vez no ano. A Mah, essa santa, tonalizou por cima do Ombré, criando um Ombré pink adorável <3.

– de início, eu queria um rosa mais assim, mas a Mahara disse pra mim que essa tinta não existe no Brasil. Engraçado que na foto com filtro do começo desse post, o cabelo tá dessa cor. Dessas coisas de Pinterest mesmo, né?

– dá pra aplicar em casa? Sim. Tem mil tutoriais pela internet. Mas também tem a Mahara lá que é minha fiel escudeira, dona do salão que transformou meu cabelo preto azulado em cobre, que mudou minha cor mais de dez vezes em dois anos sem nunca deixar com quebra, desidratado, feio, sem corte, com corte químicou ou uma mancha que fosse. Fidelidade total e cega, me desculpa.

– eu usei tonalizante porque ele agride menos o cabelo e eu troco MUITO de cor e não quero sofrer quando mudar de novo. Também porque tinta – quando boa – é bem mais caro. Mas, isso significa que vai descolorir rápido. Vamos acompanhar.

Alguém aí tem uma história legal de cabelo com cor fantasia? Ou dicas pra compartilhar? Agradeço todas!

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2 pensamentos sobre “Sim, meu cabelo está rosa

  1. Deblicious, amei o cabelo novo!!!
    Tenho fé que algum dia vai coincidir uma viagem pra Curitiba em que eu me lembre de te implorar pra marcar uma hora com a Mahara e eu possa me reconciliar com a minha cabeleira.
    Ahhhhh Sabrina, mas seu cabelo é liso e tao fácil de cuidar e pirar… Fácil de falar, difícil de fazer… Eu NUNCA soube usar de fato meu cabelo.

    • Nenhum cabelo é fácil quando ele é nosso. Eu cheguei num ponto com meu cabelo em que, bem, eu não aceitava ele e ele não me aceitava, mas pelo menos podiamos nos divertir juntos hahaa. E aí a Mahara me fez me apaixonar por ele de novo <3.

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